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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Com Kassab, Verdão também discute Copa no futuro Palestra

O encontro desta quinta-feira entre o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, e o prefeito Gilberto Kassab teve como objetivo principal agilizar a parte burocrática para liberar o início da reforma da Arena Palestra Itália. No entanto, um outro importante assunto também esteve na pauta da reunião: a utilização da casa alviverde na Copa do Mundo de 2014.

Presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo e palestrino ilustre, Antônio Carlos Rodrigues participou da discussão e diz que a inclusão do estádio localizado na Zona Oeste da capital no programa do Mundial do Brasil deve ser encarada como uma realidade.

“Esse assunto foi discutido dentro de uma normalidade. Há o futuro estádio do Corinthians, que é opção para a abertura, mas a Arena Palestra Itália será um palco ideal para ser usado na competição, com boas instalações e uma localização ideal”, explicou Antônio Carlos Rodrigues, em entrevista por telefone.

Na vistoria do terreno que irá receber o futuro estádio do Corinthians, realizada no fim do mês passado, Kassab já havia antecipado que a Arena Palestra Itália estava nos planos de São Paulo para a Copa do Mundo. O prefeito prometeu, inclusive, buscar informações sobre o projeto alviverde.

Porém, surgiram notícias de que o novo Palestra Itália só entraria como opção da Copa do Mundo com a desistência de uma das sedes, levando-se em conta, sobretudo, as dificuldades vividas pela cidade de Curitiba. “Tenho certeza que a utilização do estádio do Palmeiras não tem relação com o problema da reforma da Arena da Baixada”, respondeu Antônio Carlos Rodrigues.

Antes mesmo da divulgação do novo estádio corintiano, o Palmeiras já havia colocado a Arena Palestra Itália à disposição dos jogos do Mundial-2014. No entanto, o futuro estádio de 45 mil lugares não poderá brigar pela partida de abertura, que exige um local com capacidade superior a 60 mil espectadores.

O novo Palestra Itália pode brigar pelos jogos da Copa 2014


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Portuguesa coloca Canindé na briga para sediar a Copa

Proposta apresentada foi bem aceita. Presidente afirma que não usará dinheiro público nas reformas

Com a indefinição da escolha do estádio que abrigará a Copa de 2014 na cidade de São Paulo, a Portuguesa de Desportos resolveu entrar nesta briga e ofereceu o estádio do Canindé para ser o estádio paulistano na Copa do Mundo.

A proposta apresentada pelo presidente Manuel da Lupa na Câmara Municipal de São Paulo foi bem aceita, e o estádio agora é oficialmente um dos candidatos à receber a Copa.

O presidente afirmou que o novo estádio do Canindé será realizado por meio de parcerias com empresas privadas, sem a utilização de dinheiro público, como seria no caso do 'Piritubão'.

Outros estádios que estão concorrendo para sediar a Copa-2014 na cidade de São Paulo são o Morumbi (São Paulo), o Parque Antártica (Palmeiras, que iniciará obras de reformulação em breve) e está em pauta a construção de um estádio em Pirituba, que vai contra a opinião da maioria por sua construção ser apoiada no dinheiro público.

sábado, 21 de agosto de 2010

Comissão discute se estádios estão preparados para receber Copa de 2014

“Não podemos estar a serviço da indústria de construção de estádios”, salienta o vereador Paulo Frange (PTB)


Juvenal Pereira
Luiz Salles Salles, da SPTuris, lembrou as oportunidades de negócio que a Copa do Mundo vai trazer para São Paulo
O Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014. A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente realizou nesta quarta-feira (18/08) debate para discutir a viabilidade do entorno e da infraestrutura dos estádios do Município para receber os jogos da competição.
 
Desde logo, os representantes da Prefeitura, como o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, descartaram a hipótese de a Prefeitura e o governo estadual investirem em estádios.
 
Segundo Luiz Salles, da São Paulo Turismo (SPTuris), a cidade vai sediar o mínimo de três partidas (primeira fase) e no máximo seis, número que saltará para sete, se a final também for na Capital paulista. “São Paulo não está abrindo mão da Copa do Mundo, Teríamos cerca de 3000 jornalistas concentrados aqui, portanto, consumidores. A cidade tem que parecer bem para 30 milhões de espectadores. Para a FIFA, além da questão futebolística, a Copa do Mundo é um grande negócio. E o potencial consumidor está aqui”, resumiu.
 
A SPTuris está representada no grupo de trabalho, reunindo Prefeitura e Governo do Estado, que integra o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo.
 
O vereador Paulo Frange (PTB) se manifestou contrário à Copa em São Paulo no caso de o evento “agredir o Plano Diretor, que sequer existe, e atropelar Perdizes, Morumbi e Pacaembu, em nome de trazer turista por 20 dias e nunca mais.” E continuou: “Vai ficar muito lixo, muita droga, muita confusão e uma despesa enorme. Não podemos ficar a serviço da indústria de construção de estádio nem de indústria de vender tênis no entorno de estádio. Se for usar dinheiro público para a Copa, eu vou convulsionar em plenário.”
 
Morumbi em obras
 
O advogado do São Paulo Futebol Clube, José Francisco Mansur, adiantou que o projeto do novo estádio do Morumbi atende à necessidade da FIFA. “O São Paulo trabalha na adequação do seu estádio à Copa desde o final de 2007, desde antes de o Brasil ser oficializado como sede da Copa. Por uma política do governo do Estado e da Prefeitura colocaram a impossibilidade de qualquer investimento público no Estádio do Morumbi”, assinalou. O BNDES concedeu crédito de R$ 400 milhões, com três anos de carência, além do aporte de outras empresas. Mansur negou que o estacionamento do estádio seja um obstáculo. “As exigências agora não tem justificativa técnica”, disse.
 
Em seguida, o presidente da Portuguesa de Desportos, Manoel da Lupa, defendeu a adaptação do Estádio do Canindé para sediar alguns jogos, não necessariamente a abertura do Mundial. “O estádio não tem problema de vizinhança, porque ela é toda comercial, e temos a estação Portuguesa-Tietê. O Pacaembu está saturado, o Parque Antártica está com problema de vizinhança e o Morumbi com esse problema político”, pregou. De acordo com da Lupa, ao lado do Canindé e do Shopping D, existe uma área de 33 mil metros quadrados praticamente ociosa.
 
Itaquera, Parque Antártica, Pacaembu ou Morumbi?
 
O vereador Antônio Goulart (PMDB) ponderou que o entorno do Estádio do Corinthians, em Itaquera, é bastante favorável para que ele receba os jogos da Copa, o que garantiria infraestrutura para a região. “Temos lá uma carência muito grande, mas temos metrô e lugar para fazer estacionamento. O Corinthians fará na região leste um estádio para receber um público de 70.000 pessoas.”
 
O vereador Marco Aurélio Cunha (DEM) é contra a construção de um novo estádio e cobrou cuidado com o conceito de arenas esportivas. “Um tipo de ambientação como a arena demora cinco, seis anos para ‘pegar’, para ter vida. Na Arena Barueri, o São Paulo e o Corinthians foram jogar e o público foi muito exíguo. Faltava compreender onde é o estádio, como se pegava condução. O cidadão tem que se habituar a ir e vir a um ponto de referência”, concluiu, depois de defender que obras de estádios sejam feitas com recursos próprios dos clubes ou da iniciativa privada.
 
Representantes dos bairros do Morumbi, do Pacaembu e de Pompéia participaram das discussões manifestando preocupação com o impacto da realização da Copa em suas regiões.
 
Na terça-feira (17/08), o Diário Oficial do Município publicou a designação de uma comissão para estudar a modernização do Estádio do Pacaembu.
 
Estiveram presentes ao debate o vereador Domingos Dissei (DEM), presidente da Comissão de Política Urbana; os vereadores Antônio Goulart; Zelão (PT); Paulo Frange; Claudio Prado (PDT); José Police Neto (PSDB); e Toninho Paiva (PR); o secretário municipal dos Esportes, Valter Rocha; e o representante da Federação Paulista de Futebol (FPF), Américo Calandriello.



Imagens para download:
 
Juvenal Pereira
Paulo Frange
Paulo Frange teme que vinda da Copa do Mundo transgrida o Plano Diretor
Juvenal Pereira
Comissão Política Urbana
Vereadores afastaram ideia de que verbas públicas sejam desembolsadas para adequar estádios
Juvenal Pereira
Marco Aurélio Cunha
Marco Aurélio se disse contrário à construção de um novo estádio para abrigar partidas do Mundial

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Comissão discute se estádios estão preparados para receber Copa de 2014

“Não podemos estar a serviço da indústria de construção de estádios”, salienta o vereador Paulo Frange (PTB)
Paulo Frange teme que vinda da Copa do Mundo
transgrida o Plano Diretor

O Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014. A Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente realizou nesta quarta-feira (18/08) debate para discutir a viabilidade do entorno e da infraestrutura dos estádios do Município para receber os jogos da competição.

Desde logo, os representantes da Prefeitura, como o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, descartaram a hipótese de a Prefeitura e o governo estadual investirem em estádios.

Segundo Luiz Salles, da São Paulo Turismo (SPTuris), a cidade vai sediar o mínimo de três partidas (primeira fase) e no máximo seis, número que saltará para sete, se a final também for na Capital paulista. “São Paulo não está abrindo mão da Copa do Mundo, Teríamos cerca de 3000 jornalistas concentrados aqui, portanto, consumidores. A cidade tem que parecer bem para 30 milhões de espectadores. Para a FIFA, além da questão futebolística, a Copa do Mundo é um grande negócio. E o potencial consumidor está aqui”, resumiu.

A SPTuris está representada no grupo de trabalho, reunindo Prefeitura e Governo do Estado, que integra o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo.

O vereador Paulo Frange (PTB) se manifestou contrário à Copa em São Paulo no caso de o evento “agredir o Plano Diretor, que sequer existe, e atropelar Perdizes, Morumbi e Pacaembu, em nome de trazer turista por 20 dias e nunca mais.” E continuou: “Vai ficar muito lixo, muita droga, muita confusão e uma despesa enorme. Não podemos ficar a serviço da indústria de construção de estádio nem de indústria de vender tênis no entorno de estádio. Se for usar dinheiro público para a Copa, eu vou convulsionar em plenário.”

Morumbi em obras

O advogado do São Paulo Futebol Clube, José Francisco Mansur, adiantou que o projeto do novo estádio do Morumbi atende à necessidade da FIFA. “O São Paulo trabalha na adequação do seu estádio à Copa desde o final de 2007, desde antes de o Brasil ser oficializado como sede da Copa. Por uma política do governo do Estado e da Prefeitura colocaram a impossibilidade de qualquer investimento público no Estádio do Morumbi”, assinalou. O BNDES concedeu crédito de R$ 400 milhões, com três anos de carência, além do aporte de outras empresas. Mansur negou que o estacionamento do estádio seja um obstáculo. “As exigências agora não tem justificativa técnica”, disse.

Em seguida, o presidente da Portuguesa de Desportos, Manoel da Lupa, defendeu a adaptação do Estádio do Canindé para sediar alguns jogos, não necessariamente a abertura do Mundial. “O estádio não tem problema de vizinhança, porque ela é toda comercial, e temos a estação Portuguesa-Tietê. O Pacaembu está saturado, o Parque Antártica está com problema de vizinhança e o Morumbi com esse problema político”, pregou. De acordo com da Lupa, ao lado do Canindé e do Shopping D, existe uma área de 33 mil metros quadrados praticamente ociosa.

Itaquera, Parque Antártica, Pacaembu ou Morumbi?

O vereador Antônio Goulart (PMDB) ponderou que o entorno do Estádio do Corinthians, em Itaquera, é bastante favorável para que ele receba os jogos da Copa, o que garantiria infraestrutura para a região. “Temos lá uma carência muito grande, mas temos metrô e lugar para fazer estacionamento. O Corinthians fará na região leste um estádio para receber um público de 70.000 pessoas.”

O vereador Marco Aurélio Cunha (DEM) é contra a construção de um novo estádio e cobrou cuidado com o conceito de arenas esportivas. “Um tipo de ambientação como a arena demora cinco, seis anos para ‘pegar’, para ter vida. Na Arena Barueri, o São Paulo e o Corinthians foram jogar e o público foi muito exíguo. Faltava compreender onde é o estádio, como se pegava condução. O cidadão tem que se habituar a ir e vir a um ponto de referência”, concluiu, depois de defender que obras de estádios sejam feitas com recursos próprios dos clubes ou da iniciativa privada.

Representantes dos bairros do Morumbi, do Pacaembu e de Pompéia participaram das discussões manifestando preocupação com o impacto da realização da Copa em suas regiões.

Na terça-feira (17/08), o Diário Oficial do Município publicou a designação de uma comissão para estudar a modernização do Estádio do Pacaembu.

Estiveram presentes ao debate o vereador Domingos Dissei (DEM), presidente da Comissão de Política Urbana; os vereadores Antônio Goulart; Zelão (PT); Paulo Frange; Claudio Prado (PDT); José Police Neto (PSDB); e Toninho Paiva (PR); o secretário municipal dos Esportes, Valter Rocha; e o representante da Federação Paulista de Futebol (FPF), Américo Calandriello.