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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CPI das Enchentes ouve subprefeito de Guaianases

População de Guaianases, Zona Leste da cidade, compareceu à reunião


Juvenal Pereira
 CPI das Enchentes ouve subprefeito de Guaianases Jorge Perez é subprefeito de Guaianases desde janeiro de 2009
Para explicar como tem trabalhado para combater enchentes, o subprefeito de Guaianases, Jorge Perez, esteve presente na reunião da CPI das Enchentes, nesta quarta-feira (01/09).
O vereador Senival Moura (PT) exibiu vídeos com imagens de ruas do Jardim Lajeado, em Guaianases, completamente alagadas. As imagens também mostram pessoas se arriscando ao atravessar uma ponte improvisada com tábuas. O vereador petista pediu providências para o combate a enchentes.
 
A população de Guaianases cobrou a instalação de uma ponte sobre o córrego Itaquera-Mirim e a construção de um muro de arrimo na Rua Gaspar de Souza. Perez justificou:  “A área de risco que necessita de muro de contenção é particular. Já encaminhei o problema à Secretaria de Habitação”. Quanto à ponte, Jorge Perez garantiu que o problema será resolvido até o final do ano.
 
O vereador Gilberto Natalini (PSDB) sugeriu uma audiência pública com a Secretaria das Subprefeituras, Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras e subprefeitura de Guaianases. “É importante resolver essas problemas com rapidez, a previsão é que as chuvas aumentem esse ano”, justificou Natalini.
 
Questionada pelo presidente da CPI, vereador Adilson Amadeu (PTB), a coordenadora de Projetos e Obras da subprefeitura, Débora Chieffe deu nota nove para o serviço de limpeza de bueiros prestado pela empresa Era Técnica.
 
Participaram da CPI os vereadores Adilson Amadeu, presidente; Gilberto Natalini; Alfredinho (PT); Senival Moura (PT); Quito Formiga (PR); Wadih Mutran (PP); Abou Anni (PV); Zelão (PT); José Police Neto (PSDB).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Covisa não fiscaliza condições de trabalho nas empresas de telemarketing

Denúncia foi feita por representante do Sintratel aos vereadores

Alberto Rodrigo de Paiva, diretor do Sintratel
Técnicos da Vigilância em Saúde do Trabalhador, uma das gerências da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), não fiscalizam as empresas de telemarketing para verificar as condições do ambiente e de trabalho dos funcionários. A queixa foi feita nesta terça-feira (24/08) pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel), Alberto Rodrigo de Paiva, aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar e apurar eventual deficiência no desempenho das competências outorgadas à Covisa.

“A Covisa ainda deixa muito a desejar, apesar de um quadro de técnicos extremamente competentes, mas que é ainda muito pequeno perto das necessidades da cidade de São Paulo. E é pouco instrumentalizada”, criticou o vereador Paulo Frange (PTB), vice-presidente da CPI. “Ontem, recebemos a denúncia de que não havia veículos para transportar os funcionários da fiscalização”.

O parlamentar destacou que na cidade de São Paulo existem 100 mil trabalhadores na área de telemarketing. “Um trabalho com jornada de seis horas e 20 minutos de almoço, que beira muito a escravidão devido à falta de condições mínimas de trabalho”.

Bolachas e doces no almoço
Paulo Frange revelou que existem estudos apontam que “70% dos trabalhadores em telemarketing sofrem de dores lombares, que o nível de ansiedade é muito acima da média, que as condições precárias de trabalho levam ao aumento de peso, já que pouco tempo para almoçar, se alimentam com bolachas, doces, salgadinhos e biscoitos, apresentam hipertensão arterial, insônia e nível de irritabilidade muito grande”.

E mais: “Nos locais de trabalho falta banheiro, falta espaço para se alimentar. Os trabalhadores não andam durante o período e, portanto, acumulam liquido nas pernas. Se forem mais velhos há o risco de terem uma trombose e, nos jovens, há o risco de edemas. As funcionárias atendem a cada 30 segundos um telefonema, o que provoca uma intermitência de ruídos. O nível de estresse é muito alto.”

“Apesar de tudo isso, a Covisa não fiscaliza as empresas de telemarketing”, destaca o vereador.

TAC
Com o objetivo de reduzir os problemas enfrentados pelos trabalhadores, Paulo Frange sugeriu que a CPI faça uma sessão única, com a participação de representantes do Ministério Público, da Delegacia Regional do Trabalho, da Fundaentro, da Covisa, do sindicato patronal, do sindicato dos funcionários. “Vamos ouvir todos e, depois, propor ao Ministério Público a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), com prazo determinado, de melhoria das condições de trabalho”.

Verba congelada
Na opinião do vereador Jamil Murad (PCdoB) o mais grave é que existem recursos, mas o governo municipal os congela, não os utilizando. “A verba é congelada por orientação do governo municipal e o secretário de Saúde concorda”, disse.

O vereador lembrou que, no início da CPI a responsável de Finanças da Covisa, informou que havia congelamento das verbas, mas que os recursos seriam liberado no decorrer das necessidades.

Murad explicou que a Covisa recebe recursos do governo federal por meio do Ministério da Saúde, do governo municipal e do estadual. “A verba destinada pelo governo estadual, nos últimos três anos, foi de R$ 550 mil, o que dá R$ 185 mil por ano. Poderia ser maior, mas ficou congelada durante esse período. Como os recursos não foram utilizados acabaram sendo cancelados. Acho uma irresponsabilidade.”

Participaram da reunião os seguintes vereadores Paulo Frange (PTB), Sandra Tadeu (DEM), Milton Ferreira (PPS), José Ferreira Zelão (PT), Natalini (PSDB), Noemi Nonato (PSB) e Jamil Murad (PCdoB).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Acúmulo de lixo nas ruas do Brás preocupa parlamentares

CPI das Enchentes ouve presidente da empresa de limpeza urbana LOGA

Luiz Gonzaga é o presidente da LOGA
Foto Juvenal Parada
Nesta quarta-feira (18/08), a CPI das Enchentes ouviu Luiz Gonzaga Alves Pereira, presidente da Logística Ambiental de São Paulo S.A- LOGA, concessionária responsável pela coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos domiciliares e hospitalares.

A LOGA atende13 subprefeituras (Butantã, Casa Verde, Freguesia do Ó/Brasilândia, Jaçanã/Tremembé, Mooca, Lapa, Sé, Santana, Penha, Perus, Pinheiros, Pirituba/ Jaraguá, Vila Maria/Vila Guilherme) .Questionado pelos vereadores, Luiz Gonzaga informou que durante esse tempo, a empresa já recebeu diversas notificações, mais ou menos 30 multas totalizando um desconto de aproximadamente R$170 mil na fatura.

O vereador e presidente da CPI, Adilson Amadeu (PTB), está preocupado com a quantidade de lixo presente nas ruas do Brás, Pari e Canindé. “Eu posso nomear mais de 60 pontos onde há depósito de lixo irregular”, disse Amadeu.

O presidente da LOGA aceitou o convite do vereador Amadeu para uma caminhada pelos bairros. “No Brás, há uma grande concentração de pólos geradores de lixo. Porém as empresas se negam a contratar o serviço de terceiros para a coleta e usam a cota domiciliar”, informou Gonzaga. A cota domiciliar prevista no contrato é de 200 litros de lixo por unidade habitacional.

Também participaram da reunião os vereadores: Zelão (PT); Wadih Mutran (PP), relator; Quito Formiga (PR); Abou Anni(PV); José Police Neto (PSDB); Donato (PT);e Aurélio Miguel (PR).